E quando a noite cai não há mais ninguém do seu lado, assim como quando amanhece e ao se virar você vê apenas o vazio, um espaço sobrando. Espaços… É, minha vida está cheia deles. Espaços no meu peito, espaços entre meus dedos e, no geral, espaços que um dia já foram preenchidos por alguém. Mas a vida é assim mesmo, não é? Pessoas vem e depois vão, e então deixam lacunas para que uma próxima preencha e depois deixe vazia de novo. Espaços que ficam maiores a cada vez que alguém, mais alguém, se vai. Espaços que, justamente por estarem vazios, machucam, realmente machucam muito. Mas tudo bem, eu vou me acostumando, assim, sozinha.